Gestão e crescimento
Quanto custa um software de gestão para empresa de segurança eletrônica?
9 min de leitura GESTÃOAPP
Resposta curta
Não existe preço de tabela confiável para software de gestão de segurança eletrônica, porque o custo depende do porte da operação — número de contratos ativos, de técnicos e de módulos. O que dá para fazer, e é o que este artigo ensina, é calcular o teto do que o sistema pode devolver por mês na sua empresa, e usar esse número para julgar qualquer proposta.
Por que ninguém publica o preço
Fornecedor que publica tabela fixa está fazendo uma de duas coisas: vendendo um produto simples demais para variar, ou publicando um número que vai virar outro na proposta. Um sistema que gerencia contrato recorrente, técnico em campo e emissão fiscal tem custo atrelado a volume — e volume varia dez vezes entre duas empresas que se descrevem com as mesmas palavras.
Isso não é desculpa para opacidade. É motivo para inverter a pergunta: em vez de “quanto custa?”, pergunte “quanto isso me devolve?”. A segunda tem resposta objetiva, e você mesmo consegue calcular antes de falar com qualquer vendedor.
O que realmente entra na conta
O erro clássico ao comparar propostas é olhar só a mensalidade. Estes são os itens que costumam aparecer depois — e que fazem a opção “mais barata” virar a mais cara no primeiro ano:
- Assinatura. Cobrada por mês, quase sempre atrelada a contratos ativos, usuários ou módulos.
- Implantação. Configuração da empresa, cadastro inicial e ajuste dos fluxos. Cobrada uma vez.
- Migração da base. Trazer clientes, contratos e equipamentos do sistema atual (ou da planilha). Pergunte se está incluso.
- Treinamento. A equipe precisa aprender. Sistema que ninguém usa custa 100% e devolve zero.
- Integração com a central. Conectar ao Sigma Cloud (Segware), Moni ou similar. Às vezes é módulo à parte.
- Taxas por transação. Emissão de boleto, Pix e mensagens de WhatsApp costumam ser cobradas por unidade.
ERP genérico é mais barato — e quase sempre sai mais caro
O ERP genérico não sabe o que é um contrato de monitoramento. Não tem conta na central, não modela equipamento instalado no cliente e não entende ordem de serviço com técnico se deslocando. Ele custa menos na assinatura, é verdade. O que acontece na prática é que a operação de verdade continua na planilha ao lado — e a empresa passa a pagar duas vezes: a licença do sistema e o custo de manter o controle paralelo.
| Item | ERP genérico | Sistema para segurança eletrônica |
|---|---|---|
| Contrato recorrente | Precisa ser adaptado ou controlado à parte | Nativo: vigência, reajuste e cobrança automática |
| Ordem de serviço em campo | Costuma ser um chamado genérico | Roteiro, checklist, fotos e assinatura no local |
| Equipamento no cliente | Sem inventário por local instalado | Inventário por cliente, com histórico de manutenção |
| Central de monitoramento | Sem integração | Integração com Sigma Cloud (Segware) e Moni |
| Planilha paralela | Quase sempre continua existindo | É o que o sistema veio eliminar |
Como calcular o que o sistema devolve
Esta é a conta que importa, e ela usa só números que você já tem. Não é projeção de fornecedor: é aritmética com a sua realidade.
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01
Meça o tempo administrativo por OS
Cronometre o que a equipe gasta HOJE por ordem de serviço fora do atendimento em si: digitar na planilha, montar o título, emitir o boleto, avisar o cliente, arquivar a foto. Costuma ser bem mais do que se imagina.
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02
Multiplique pelo volume e pelo custo da hora
Minutos por OS × ordens por mês ÷ 60 = horas por mês. Multiplique pelo custo da hora administrativa da sua empresa. Esse é o custo mensal do trabalho repetido.
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03
Some a inadimplência evitável
Parte da inadimplência não é falta de dinheiro do cliente — é falta de cobrança na hora certa. Estime quantos pontos percentuais caem com cobrança recorrente automática e aviso de vencimento no WhatsApp, e aplique isso sobre a sua receita recorrente.
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04
Compare com a proposta
A soma dos dois é o TETO do que o sistema pode devolver por mês. Se a mensalidade proposta for uma fração desse teto, a conversa faz sentido. Se for próxima ou maior, não faz — e nenhum vendedor deveria conseguir te convencer do contrário.
Para não fazer essa conta no papel, a calculadora de ROI da página de preços faz exatamente isso com os seus números — e mostra as premissas à vista, para você poder discordar delas.
Três perguntas para fazer a qualquer fornecedor
- A migração da minha base está inclusa? Se não estiver, peça o orçamento dela agora — não depois de assinar.
- Como eu exporto meus dados se eu sair? Resposta vaga aqui é o maior sinal de alerta que existe.
- Posso ver o sistema antes de falar com o comercial? Um fornecedor confiante mostra o produto. Nós abrimos 27 funcionalidades reais sem pedir cadastro.